segunda-feira, 2 de junho de 2014

Multitarefa

Você está concentrado uma tarefa, quando o telefone toca. Enquanto conversa você vê que chega um e-mail pedindo confirmação de um compromisso e digita uma resposta, logo, faz notas sobre tarefas daquilo que precisa apresentar, finaliza a ligação enquanto já está com o celular na mão e dá um clique para ver uma mensagem que chegou e começa a responder. Quando alguém no mesmo ambiente chama seu nome e faz uma pergunta.

Quantas vezes não nos vemos em situação parecida?

Multitarefa é a habilidade de realizar várias coisas ao mesmo tempo. Em um mundo com muita informação e que vive em um ritmo frenético isso pode ser visto muitas vezes como qualidade. Mas engana-se que quem pensa que fazer várias coisas em simultâneo é mais eficiente.

Fonte: Reprodução:http://www.gadgetreview.com
O cérebro tem uma capacidade limitada de processamento de informações e não está preparado para se concentrar em mais de uma tarefa ao mesmo tempo.  A revista Time, em parceria com a Inc. publicou um artigo recente interessante sobre multitask, que é o termo em inglês, que mostra que a mente humana não é preparada para ser multitarefa e que esta pode ter efeitos nocivos a longo prazo na função cerebral.

Em um estudo de 2009, o pesquisador de Stanford Clifford Nass desafiou 262 estudantes universitários para completar experimentos que envolveram três coisas: (a) realizar atividades, (b) filtrar informações irrelevantes, e (c) usar a memória de trabalho. A expectativa era mostrar o quanto que fazer várias coisas ao mesmo tempo poderia ser produtivo, entretanto, o resultado foi totalmente o oposto. Eles descobriram as pessoas multitarefa foram péssimas nas três tarefas avaliadas.

Os indivíduos multitarefa, se comparados aos que se dedicam apenas a uma atividade, frequentemente apresentam resultados inferiores, pois reduzem sua capacidade de compreensão e precisão de respostas.

Fonte: Reprodução: multitaskerformobiles.blogspot.com
O artigo publicado coloca multitarefa como um estado que podemos vivenciar de forma momentânea ou crônica, que é quando torna-se freqüente estar multitarefa e constitui um hábito. Quando alternarmos tarefas, as nossas mentes precisam se reorientar para lidar com as novas informações. Se fizermos isso rapidamente, como quando estamos multitarefa, nós simplesmente não podemos dedicar a nossa concentração total a cada mudança de foco. Portanto, repercute na qualidade do trabalho, que quanto mais complexo e técnico tem mais probabilidade de haver perda de qualidade.

Outra grande desvantagem para multitarefa é o efeito que tem sobre os nossos níveis de estresse. Lidar com várias coisas ao mesmo tempo nos faz sentir sobrecarregados, esgotados e exaustos. Mas quando concentramos em uma coisa sentimos melhor e fluindo.

Se identificou com o estado multitarefa? É preciso primeiramente identificar o quando isso acontece. Normalmente quando se tem muitas pastas e papéis na mesa, quando há várias abas abertas no computador. E claro, é mais provável estar neste modo quando interrupções são freqüentes, sendo por regulação interna ou influências ambientais e externas.

Seguem algumas sugestões do artigo para ajudar a reduzir a multitarefa:

·        Planeje o seu dia definindo horários específicos para fazer chamadas, responder e-mails e fazer pesquisas.
·         Saiba como melhorar sua concentração para que você possa prestar atenção​ em uma tarefa de cada vez. Isso pode parecer estranho no início, se você costuma ser multitarefa. Mas você vai se surpreender com o quanto você rende mais apenas por se concentrar em uma coisa de cada vez.
·         Toda vez que você desejar parar e verificar seu e-mail ou fazer uma chamada quando deveria estar fazendo outra coisa, respire profundamente e resista à tentação. Concentre sua atenção de volta para o que você deveria estar fazendo.
·         Se você recebe um alerta sonoro ou visual quando e-mails chegam, desligue. Isso pode ajudá-lo a evitar a tentação de verificar sua caixa de entrada sempre que você receber novos e-mails.
·         Sempre que você encontrar-se multitarefa, pare. Tire cinco minutos para sentar-se calmamente em sua mesa com os olhos fechados. Mesmo pausas curtas como esta podem centrar a sua mente, reduzir seus níveis de estresse e melhorar a sua concentração. Além disso, ele pode dar a seu cérebro uma pausa bem-vinda durante um dia agitado.
·         Haverá momentos em que algo urgente surge e você não pode evitar interrupções. Mas, em vez de tentar ser multitarefa, pare e faça uma nota de onde você deixou a sua tarefa atual. Registre quaisquer pensamentos que você teve sobre como avançar. Em seguida, lide com o problema imediato, antes de voltar para o que estava fazendo. Desta forma, você vai ser capaz de lidar com ambas as tarefas bem, e você vai deixar-se com algumas pistas para ajudá-lo a reiniciar a tarefa original mais rapidamente.
·         Se você encontrar sua mente vagando em um momento que você deve se concentrar em outra coisa, precisa guiar os seus pensamentos de volta para o que você está fazendo, colocando-se no momento. Por exemplo, você pode estar sentado em uma importante reunião com a equipe, mas pensando em um discurso que você estará dando breve. Diga a si mesmo: "Eu estou neste encontro, preciso concentrar no que estou aprendendo aqui." Muitas vezes, reconhecer o momento pode ajudar a mantê-lo focado." (Mind Tools)

Fonte: Reprodução: www.universoyoga.org.br 
Concentrar na respiração também pode ajudar a nos mantermos no presente! Agora que sabemos disso tudo, vamos nos organizar, eliminar distrações e eleger uma ordem de prioridade para fazer as coisas?

Nossa produtividade para trabalhos e estudos só tem a melhorar e os nossos cérebros agradecem!

Por Nathalia Wilke

segunda-feira, 31 de março de 2014

Novo N.E.R.D.


Com grande satisfação comunicamos a vocês que a partir de Abril o N.E.R.D. funcionará em um novo endereço, rua Ametista, 82 - Prado. 

O novo N.E.R.D. é pertinho de onde vocês já conhecem e vamos mudar para melhor atendê-los. 

Agradecemos por fazerem parte dessa história!



quarta-feira, 11 de setembro de 2013

1º Bate Papo N.E.R.D.
Jovens aliam ânimo e dinamismo à experiência e sabedoria de educadores de várias escolas de BH

A psicopedagoga Maria Eliane e a palestrante Jane Haddad, com os gestores do N.E.R.D. (Genuíno Carvalho, Cristina Campos e Pedro Ricci)







Equipe do Nùcleo de Ensino, Reforço e Desenvolvimento (N.E.R.D.)













A interatividade e interiorização presentes na palestra de Beatriz Myrrha

Decoração por N.E.R.D. em parceria com NOSSA Comunicação Interativa


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

         Ciranda, cirandinha vamos todos... estudar?
         
            
                      Para  algumas pessoas é difícil pensar no estudo como um momento de relaxamento, diversão e, ao mesmo tempo, aprendizado.

               No entanto, existe uma necessidade de o ensino ser mais dinâmico, interativo e fluido. Para aprender é necessário ensinar, para ensinar, aprender. É uma via de mão dupla, em que a brincadeira assume um papel de importância no sentido não apenas de buscar o aluno em seu universo, mas imergir no universo dele, entendendo os caminhos que ele percorre para chegar a determinadas respostas e os porquês de ele fazer certas perguntas.

                É crescente a quantidade de jogos educativos, plataformas online de acesso à material didático, sites que apresentam quiz de disciplinas estudadas na escola e até games para redes sociais. Nesse sentido, brincar apresenta duas vertentes: a expressão e demonstração das vontades da criança e a pedagógica.

                  É preciso lembrar que não estamos falando em ficar vigiando as crianças enquanto brincam, analisando tudo, ou então deixá-las fazerem o que tem vontade. Brincadeira tem limites, cuidados e horários! O ideal - e mais difícil, convenhamos - é explorar ambas para um melhor desenvolvimento do aluno enquanto estudante, e também como pessoa.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

1º Bate Papo N.E.R.D.
Evento de jovens educadores revitaliza jeito de pensar o ensino
Aconteceu no dia 13 de agosto, no Hotel Ouro Minas, o I Bate Papo N.E.R.D., com a presença de profissionais das principais escolas de BH. O evento contou ainda, com a presença da psicopedagoga Jane Patrícia Haddad e da contadora de histórias, Beatriz Myrrha.
A inquietude e o amor pela educação levaram a empresa N.E.R.D. a promover uma discussão envolvendo os problemas no processo de aprendizagem, tema do primeiro encontro e causa de excelentes sugestões para próximo evento, que ocorrerá no mês de novembro.
Para dar início ao bate papo, o gestor do Núcleo de Ensino, Reforço e Desenvolvimento  (N.E.R.D.), Pedro Ricci, levantou o questionamento: “Conhecemos o futuro para o qual educamos?”. E foi para responder a essa e muitas outras perguntas, que educadores de diferentes regiões de BH se uniram para falar sobre as possíveis abordagens e soluções para os problemas referentes a esse segmento. 
A conferencista Jane Patrícia começou o ciclo de discussões com o tema "Escola que podemos x Escola que queremos...", numa tentativa de incitar um debate que valorizasse o que a escola já faz, o que ela deseja fazer e o que deixa de fazer. Para isso, trouxe à tona perguntas frequentes que nós, profissionais de educação, nos fazemos todos os dias.
"Quantas vezes vemos as coisas por um só ponto de vista como sendo o certo? Qual a estrutura educacional que estamos criando? Qual o papel da família em relação à escola? Como está a realidade dos transtornos de déficit de atenção? Como a tecnologia influi no contexto educacional e qual passa a ser o papel do professor em meio a esse? O que se entende por educação protagonista? Que educação nós queremos: A que eduque soldados para cumprir ordens e ir para a batalha simplesmente para cumprir ordens, ou uma educação que desenvolva grandes guerreiros, capazes de entender qual é a luta que devem buscar, conscientes do seu próprio protagonismo em sua história?"
Com muito ânimo, a palestrante conduziu a conversa sintetizando o tema através do diálogo entre Alice e o Sr. Coelho, de "Alice no País das Maravilhas": "Para onde esta estrada vai? Depende para onde você está indo.”. Assim, concluiu que o ensino não é algo estático, mas que se flexibiliza e se transforma ao longo do tempo, junto com a sociedade, com o aluno.
Prosseguindo, a musicista, atriz e contadora de histórias, Beatriz Myrrha, fez com os presentes uma dinâmica de relaxamento e interiorização. Segundo ela, isso nos conecta à nossa essência, já que "o silêncio é o pai de toda criação".
            Muito além, Beatriz ensinou que “A criatividade nada mais é do que uma condição humana que o ser humano tem de resolver problemas por diversos caminhos. É natural de cada ser. Os indivíduos são curiosos e criativos por natureza. Contar histórias, além de aproximar, cria um ambiente de segurança e permite acessar, explorar e desenvolver mais essas qualidades."
Diante disso, todos no evento foram levados a se questionar sobre os métodos, as ideias e as posturas que a educação tem assumido com o passar dos anos. Beatriz e Jane deixaram no ar a reflexão não apenas do que nós esperamos da educação, mas o que nós fazemos por ela.


Por Genuino Carvalho e Nathalia Wilke

sexta-feira, 9 de agosto de 2013